Parto natural - Uma história bonita

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Escrevi este texto para mim (finalmente!) e por isso está longo e pormenorizado. Mas não podia deixar de ser assim pois é a memória bonita do nascimento da Eva e que espero poder contar-lhe um dia quando for crescida!

Resolvi partilhar porque ao longo dos últimos tempos também gostei de ler outras histórias como esta. E talvez algum dia tenham tempo, paciência e gosto para a ler… :)

Para as mulheres que sempre fizeram parte da minha vida e para algumas daquelas que só entraram recentemente; para a parteira e para as doulas que conheci nos últimos tempos (todas elas mulheres especiais!); para as amigas do coração, para aquelas que querem muito ser mães e também para aquelas que não querem mesmo ter filhos (pode ser que um dia mudem de ideias); para as que não perceberam porque quis ter um parto natural em casa e também para as que ficaram curiosas…
E finalmente para o homem especial que me acompanhou ao longo de toda a viagem!

Um muito obrigada pelos momentos que partilham comigo :)

Liliana Lopes - mãe da Eva

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Eram 7h30 da manhã, depois de uma noite muito mal dormida com calor e sem posição. Acordei com contrações regulares de 5 em 5 minutos, daquelas ainda muito fraquinhas, um leve pulsar do útero. Mas já eram muito diferentes das contracções de Braxton Hicks que tinha regularmente desde as 22 semanas de gestação. Estávamos nas 40 semanas e era o primeiro sinal. Fiquei contente e com um ligeiro nervosismo.

O namorado ia sair para trabalhar e disse-lhe que o parto possivelmente aconteceria nos dias seguintes. Tomei o pequeno-almoço nas calmas e duas horas depois já não sentia nada. Fiz uma sesta pequena de manhã e outra depois de almoço.

Ao fim da tarde as contrações voltaram, agora ‘mais a sério’ e de 10 em 10 minutos. Estava um dia muito, muito quente e por volta das 19h/20h ainda fomos dar um mergulho na piscina dos sogros, pertinho da nossa casa. Tentei relaxar tal como fizera nas aulas de pré-parto aquático nos últimos meses e comecei a despedir-me da barriga! Jantámos e ainda fomos ver o ‘Orgasmic Birth’ pela primeira vez pois só tinhamos conseguido ter acesso ao documentário uns dias antes. E telefonei à doula e à parteira assim só de pré-aviso!

Já era meia noite, as contrações continuavam super regulares e cada vez mais intensas. Começava a sentir o cansaço do final de dia e não sabia muito bem o que fazer. Tentei descansar e deitar-me mas as dores e a posição eram insuportáveis. Tentei caminhar mas não me aguentava de pé. Experimentei diversas posições na bola mas também não me sentia minimamente confortável e, para além das contrações, comecei a ter uma forte dor por cima do osso púbico que nem me sentar deixava. Estava a ficar apreensiva até que me lembrei da cadeira de baloiço e… iupi!! Tinha encontrado uma posição muito agradável - sentada, muito inclinada para trás, mas sem baloiçar!

Levei a cadeira para o quarto e assim, ao longo da noite, o namorado ressonava na cama e eu dormitava na cadeira ao lado! A cada 10 minutos acordava com a contracção, respirava fundo e logo depois caía novamente num descanso profundo! Por estranho que possa parecer a noite passou num instantinho, e deu mesmo para descansar muito e bem! Sei que não dormi realmente, nem sonhei, nem me lembro de pensar em absolutamente nada, mas sei que a mente viajou por qualquer sitio muito, muito longe! :)

Às 4h da manhã tive de me levantar para ir vomitar e até ao início da manhã seguinte isso aconteceu mais umas 4 ou 5 vezes. Não eram vómitos de agonia, dava tempo de chegar até à casa de banho. (E nem foi nenhuma surpresa, já estava à espera que acontecesse, tal como tinha acontecido dois anos antes num aborto espontâneo por que tinha passado). Era o meu corpo a reagir e a descomprimir. Depois de vomitar o corpo ficava muito mais relaxado.

Eram 8h da manhã saltei da cadeira para um agradável banho de imersão na banheira de casa onde continuava a só me sentir bem na mesma posição sentada e inclinada para trás! Nessa manhã o namorado já não foi trabalhar e começámos a contar as contrações que estavam agora muito irregulares. Tanto vinham de 3 em 3 como de 7 em 7 minutos. Tanto duravam 30 como 50 segundo. Sentia-me perfeitamente bem, relaxada, descontraída mas comecei a ficar um pouco apreensiva pois não estava a perceber se alguma coisa estava a avançar ou não e se ía acontecer em breve ou não! Telefonei à parteira, expliquei as minhas dúvidas e acrescentei que não estava a fazer nada daquilo que tanto tinha lido em livros e praticado em aulas de yoga como exercícios na bola, caminhadas, visualizações, etc, etc! A parteira respondeu “Não tens de te preocupar com isso, cada mulher tem o seu registo!”.

Pois é… tinha acabado de me relembrar a “lição” mais importante de todas!!! Todas as mulheres sabem parir!!! Tinha de confiar e seguir o meu corpo que me estava a guiar nesta aventura!! A verdade é que passei todo o trabalho de parto e parto: parada, sentada, em silêncio, de olhos fechados e sem pensar em nada!! Ou seja, não fiz absolutamente nada daquilo que imaginei que me iria apetecer fazer… mas sentia-me tão bem assim e o tempo estava a passar tão rápido que nem queria acreditar!!

Às 10h e pouco chegou a parteira e sugeriu que eu saísse do banho e fosse para o quarto para me observar e ver como é que as coisas estavam à andar:
- Está tudo bem encaminhado… óptima posição da bébé… batimento cardíaco excelente… - e ainda acrescentou - está cá fora à hora de almoço!
- SÉRIO????????????? - Eu nem queria acreditar no que estava a ouvir! Que falta de noção a minha! E eu a julgar que a bébé só nascia lá para o fim do dia ou no dia seguinte!! É que até ali o tempo tinha passado mesmo muito rápido e estava a ser tudo muito mais fácil do que eu tinha imaginado!

E momentos depois, ainda deitada na cama… SPLASHHH!!! Aí foram as águas para cima da cama, do chão e da parteira! Ups…! Que sensação estranha de “incontinência” repentina e abundante! A dor/pressão que tinha na zona púbica, e que me obrigava a estar sentada e inclinada para trás, simplesmente desapareceu! Logo depois fui tomar um duche enquanto a parteira e o namorado preparavam a piscina de parto. E entretanto chegou a doula.

Logo depois, talvez por volta das 11h, entrei na piscina e foi muito bom poder estar novamente semi-submersa na água, super-relaxante! Estive mais uma hora nesta fase final da dilatação, de um lado agarrava a mão ao namorado e do outro a doula! Felizmente, apesar de supostamente serem as contrações mais fortes e finais antes da fase da expulsão, não eram tão intensas quanto imaginei, entre elas conseguia relaxar e continuava a minha minha viagem mental, que no meio de tão grande cocktail de hormonas já era muito para lá doutra galáxia!!! As contrações chamavam-me ao planeta terra, e sempre de olhos fechados e em silêncio lá respirava fundo e apertava as mãos do namorado e doula com muita força! Entretanto até comecei a ficar com as mãos dormentes e tive de ir alternando a posição - o que na água felizmente é bastante fácil!

Comecei a sentir uma ligeira vontade de fazer força, estava a entrar na fase da expulsão e muitas sensações começaram a mudar. As contrações eram bastante espaçadas, pouco intensas e nada dolorosas, quase que as conseguia ignorar não fosse a pressão da cabeça da bébé que me relembrava/obrigava a fazer força! E que força que tinha fazer, uff!!! E a bébé ajudava empurrando com os pés a parte de cima do útero (fantástico)!
Entre as contrações tentava relaxar muito. O namorado respirava profundamente, com a cara perto da minha, o que ajudava muito a manter a respiração controlada. Do outro lado a doula segredava-me o quanto todo o trabalho de parto estava a evoluir muito bem - o que me tranquilizada e dava segurança. Quando me apetecia pedia água e também para me molharem a testa com um pano de água fria. E os copos de água morna que tiravam da piscina e me deixavam escorrer pelas costas abaixo eram extremamente relaxantes!!
Nesta altura ia alternando as posições, ou estava de barriga para cima de mãos dadas à minha equipa(!) ou de barriga para baixo, ajoelhada e apoiada na borda da piscina. Ao contrário da fase de dilatação em que não pensava em nada, na expulsão apesar de continuar de olhos fechados e em silêncio fartava-me de “conversar” comigo própria - “Vá… tens de fazer mais força para conseguir pôr a criança neste mundo!!!”.

A doula e parteira incentivaram-me a libertar-me mais e a vocalizar o que sentia nas contrações… e lembrei-me dos meus treinos de kung-fu e quando vinha a vontade de empurrar: HAAAAA!!! Não eram gritos de dor, mas sim de muita força e determinação!!! E de facto ajudava e muito! Depois, entre as contrações voltava a relaxar!

Algures ali pelo meio lembro-me de comentar “Estou cheia de fome!!!” Nunca imaginei que fosse sentir e dizer isto a meio do trabalho de parto! Mas era verdade!! E era normal… tinha vomitado tudo o que tinha comido nesse dia até ao momento. Mas estava demasiado fora da ‘realidade normal’ para conseguir comer o que quer que fosse!!

Ao contrário de toda a noite e início da manhã - em que o tempo tinha passado a correr, na piscina comecei a ficar com a sensação que já estava ali há muito tempo e o trabalho de parto não estava a evoluir. No fundo sentia-me super bem no meio da piscina, mas não em trabalho de parto! Meio na dúvida disse à doula “parece que não está a acontecer nada!?” Mas estava!!! A parteira sugeriu que eu tentasse tocar na cabeça, e de facto… IUPI!!! Estava ali, mesmo quase, quase, já conseguia tocar no cima da cabeça que estava a aparecer, e sentia perfeitamente um bocadinho de cabelo!!! O ânimo voltou!!! Ainda me perguntaram se queria sair da piscina para o banco de partos… e ponderei por segundos, mas sentia-me ali tão bem, (bolas!!) havia de conseguir pôr a criança cá fora!!! Estava era demasiado relaxada, sentia que me estava a faltar aquela adrenalina necessária para o empurrão final!

Entretanto, a parteira e a doula sugeriram que a bébé só ainda não tinha nascido porque eu estava era à espera que a minha mãe chegasse. Não tive consciência dessa questão na altura mas hoje acho que é bem verdade!!

Por volta do 4/5 mês de gravidez, depois de resolvidas umas tantas complicações (descolamento da placenta e placenta prévia), quando decidimos que o parto ia ser mesmo em casa optei por não falar disso com absolutamente ninguém, excepto com a minha mãe que reagiu mais ou menos assim:
- Um parto em casa??? Oh filha… estás MALUCA!?
- Não, não estou… E quero que tu estejas lá! :D
- O QUÊ????? NEM PENSAR!!! Era lá capaz de te ver sofrer!
Lá expliquei que ia ter um parto magnífico tal como queria! Seria um disparate partir do preconceito que o parto é igual a sofrimento (mas ela não conhecia o ‘Orgasmic birth’ por isso tinha de dar um desconto!!!). E tinha a certeza que ela ia adorar estar presente! Ao longo dos meses seguintes fui-lhe enviando videos de partos naturais e a futura avó lá se foi habituando mais ou menos à ideia.

Mas ao chegar a altura do parto achei que seria melhor não a chamar muito cedo. Não queria ninguém nervoso ao pé de mim! Por isso só a chamámos a meio da manhã e dissémos para vir pela hora de almoço (como se ainda faltasse muito para o grande acontecimento). Ela lá pensou que ainda tinha imenso tempo, ainda foi comprar comida e acabou por se perder no caminho (tinhamos mudado de casa há pouco tempo). Chegou uma hora atrasada, mas muito calma e sorridente como se nada fosse… e só quando entrou no quarto e viu a parteira e a doula é que percebeu que estava em cima da hora! E assim foi… uns 15 minutos depois dela chegar a bébé estava cá fora, eram 14h!

Tive de fazer muita força para a cabecita vir cá para fora e ia ouvindo a equipa a comentar “Olha a testa!… As orelhas!… O nariz!…” E aí pelo meio senti perfeitamente o “anel de fogo” (fantástico!), aqueles breves momentos mágicos que recordo com carinho e me fazem sempre evocar a imagem de um eclipse total do sol - quando num alinhamento perfeito - a lua se coloca entre a terra e o sol deixando à vista apenas o brilho intenso da coroa solar!

E assim nasceu a Eva :)

Meio atordoada peguei-lhe pelos braços ainda na água e puxei-a logo para o meu colo (não fazia questão que ela nascesse mesmo dentro de água, mas sempre tinha imaginado que se isso acontecesse, gostaria que o momento de emersão fosse mesmo muito calminho e suave, mas na altura lembrei-me lá disso!!!). Nem queria acreditar que a bébé já estava ali, tão calminha, com os olhos tão abertos, meio desorientada mas sem chorar, fez apenas uma choraminquice uns momentos depois! Colocámos uma toalha à volta e um gorro para não arrefecer e ficámos os três num grande abraço mágico! Passado pouco tempo e com alguma falta de jeito (minha e dela) a Eva começou a mamar!

Entretanto esperámos que o cordão deixasse de pulsar antes que o namorado (agora pai!!) o cortasse. Talvez uma meia hora depois, a parteira puxou suavemente o resto do cordão e a placenta saíu quase sem eu dar por nada. Segundo a parteira e a doula o cordão era invulgarmente grande e espesso. E pudémos ver com curiosidade a placenta e a membrana fetal que saíu quase intacta mas também era invulgarmente dividida em duas “secções”, onde numa estaria a bébé e na outra não se sabe. Ficará a dúvida se no início dos inícios teria começado por ser uma gestação gemelar. Um dia quando tiver tempo hei de ler mais sobre ‘gémeos singulares’.

Saí finalmente da piscina, fui tomar um duche e a princesa foi para o colo do pai! E agora já tinha mesmo vontade de comer - que fome!!! Durante toda a tarde continuei a sentir-me cheia de força e energia, mas o corpo relembrava-me o esforço das horas anteriores e quando me levantava ficava um bocado tonta!

As horas seguintes passaram demasiado rápido, acho que me senti a pairar, algo entre o incrédulo e o extasiado! As hormonas são mesmo muito poderosas… durante mais de 24 horas fiquei nesse estado difícil de definir. E as emoções foram mesmo inesperadas… só no final do dia seguinte é que olhei para o rosto da bébé e pela primeira vez desatei a chorar de felicidade!!!!

Agora olho para trás, dois meses depois, e estou cada dia mais feliz por isso não consigo dizer que o nascimento da Eva foi “o dia mais feliz da minha vida” mas foi, sem dúvida, o dia mais poderoso e transformador de todos!!!
Adorei o facto de me sentir em segurança, num ambiente confortável, com todas as pessoas que eu escolhi (e somente elas e mais ninguém), sem medos, sem stress, sem pressões de tempo e principalmente sem nenhuma intervenção desnecessária. Acredito que é a forma mais feliz e saudável para um bébé nascer!

Muito do que aqui escrevi resulta de conversas posteriores que tive com quem esteve presente (é a racionalização do momento!). Na realidade, durante o parto, tive muito pouca noção do que estava a acontecer para além do que eu sentia e da viagem que estava a fazer. Se nos permitirmos a essa libertação entramos mesmo noutro estado de consciência. Nunca soube que horas eram, em que fase do trabalho de parto estava, quantos dedos de dilatação tinha ou não, o que é que os outros estavam a fazer e deixei-me guiar apenas pelas minhas próprias percepções e sensações. Essa sim - é a verdadeira viagem - uma experiência fascinante que é muito difícil de traduzir em palavras. Foi lindo, lindo!! :)

Un regalo para toda la vida

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A amamentação faz parte do ciclo sexual da mulher. Para muitas mães é um momento de paz, de profunda satisfação, de saber-se imprescindível e de sentir-se amada. A amamentação é um presente (”regalo”), embora seja difícil saber quem dá e quem recebe.

“Un regalo para toda la vida
- guía de la lactancia materna”

Autor: Carlos González

Na cama com os pais

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Fonte: Pais & Filhos

Polémica, muito polémica entre pediatras e psicólogos, a partilha do sono (cosleeping, na terminologia anglo-saxã) é uma prática cada vez mais comum nas famílias ocidentais.

Em casa de Natália Fialho vivem quatro pessoas, mas existem apenas duas camas. Uma de solteiro e outra de casal. Ambas estão no mesmo quarto, uma ao lado da outra. Juntas, formam uma só cama tamanho gigante. Há também uma cama de grades num dos quartos da casa, mas ninguém lhe dá muito uso. A família – pai, mãe e dois filhos pequenos – dorme toda junta desde o nascimento do primeiro bebé. Sem culpas e sem medo. Por opção. «Li muito sobre a partilha do sono entre pais e filhos durante a primeira gravidez. Como queria amamentar prolongadamente, e esta é uma das formas de facilitar o aleitamento, percebi que dormirmos todos juntos seria a melhor solução.» Em nome da amamentação, mas também do descanso, afirma Natália. «Os bebés que mamam acordam mais vezes durante a noite. Custa muito sair da cama para dar de mamar. É mais fácil se o bebé estiver junto a nós.»

O filho mais velho, Fernando, de três anos, ainda dormiu umas noites no berço, mas chorava de cada vez que se via sozinho sem o calor da mãe, por isso Natália e o marido decidiram pô-lo a dormir perto deles, na mesma cama. Quando a segunda filha nasceu, o seu destino nocturno foi o mesmo, a cama dos pais. Agora eram quatro. O espaço encolheu. Natália e o marido decidiram, por isso, colocar uma cama de solteiro junto à cama de casal e formar um leito king size para toda a família. E assim dormem todas as noites. Catarina tem 10 meses e mama sempre que lhe apetece, Fernando também. Natália não dá conta de quantas vezes dá de mamar aos filhos durante a noite. Está sempre meia a dormir. Os miúdos mamam e voltam a adormecer rapidamente. As noites, diz, passam-se tranquilamente. Quanto à relação entre marido e mulher, nunca saiu afectada pelo sono em família. Natália resume: «Há outras divisões na casa!»

O aumento crescente do número de adeptos do cosleeping levou já a que especialistas cujo nome é sinónimo de credibilidade, como o médico Richard Ferber, guru norte-americano do sono pediátrico e outrora crítico frontal da partilha da cama entre pais e filhos, revissem as suas teorias. Em meados dos anos 80, Ferber publicou um livro - «How to solve your child’s sleep problems» (Como resolver os problemas de sono do seu filho) - por muitos considerado uma bíblia, onde espelhou o pensamento dominante sobre o sono dos bebés: para que consigam ver-se como seres independentes, as crianças precisam de aprender a dormir sozinhas.

Numa entrevista recente à Newsweek, por altura da reedição do livro, o médico, actual director do Centro das Perturbações Pediátricas do Sono do hospital pediátrico de Boston, afirmou que aquela é uma frase que gostaria de nunca ter escrito: «Era a ideia que dominava na altura, não era sequer a minha experiência nem a minha filosofia.» As coisas mudam e Ferber defende agora que, «desde que resulte», cada família sabe o que é melhor para si em termos de rotinas de sono. Se a escolha recair sobre o cosleeping, muito bem, senão, muito bem na mesma.

«AS REGRAS NÃO SERVEM PARA TODOS»

Mas o estigma contra a partilha da cama é forte. Natália não se alonga demasiado sobre o assunto com o pediatra que acompanha os filhos, mas sabe que ele não gosta muito da ideia. Nada que a faça duvidar do seu instinto: «Ninguém gosta de dormir sozinho, não está na nossa natureza.» Muito menos as crianças, defende. «Dormir com os pais dá às crianças uma sensação de segurança que acho que é fundamental elas terem.» De resto, tudo se resume a uma escolha pessoal: «Quero estar disponível para os meus filhos, sempre.» Noites incluídas. Natália não acredita que o cosleeping possa ter consequências negativas: «Eles não vão querer dormir a vida toda connosco… Um dia vão tornar-se totalmente independentes. É o correr normal das coisas.»

Pôr um bebé a dormir com os pais é ou não um erro do ponto de vista educacional? De todo, diz Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia. Pode até ser a solução para alguns problemas. O médico dá o exemplo dos bebés irritáveis ou difíceis de acalmar. Dormir com os pais é, por vezes, o caminho para a tranquilidade. Esse é, aliás, um dos conselhos terapêuticos que frequentemente dá quando lhe surgem casos desses.

O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece Pedro Caldeira da Silva. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» Cada bebé é um bebé, diz o médico, e há bebés que «para se sentirem bem, precisam de dormir com os pais.» Outros não. É por isso que Pedro Caldeira da Silva raramente dá conselhos sobre o sono das crianças. «O que eu digo aos pais é: conheça o seu bebé.» Tal como os adultos, «as crianças têm necessidades individuais e características diferentes. Nenhuma regra serve para todas.»

Desaconselhar (ou aconselhar!), genericamente, o cosleeping é, por isso, simplista. «Os especialistas metem-se muito onde não são chamados, inclusive na cama dos pais. Há muitas maneiras de adormecer um bebé.»

EM NOME DE UMA AMAMENTAÇÃO DE SUCESSO

A médica de família Celina Pires, impulsionadora de um programa para a promoção do aleitamento materno no Centro de Saúde de Belmonte, onde trabalha, partilha da mesma ideologia: «Não dou receitas, cabe a cada família decidir como quer dormir.» Celina Pires conhece bem o fenómeno do cosleeping. A taxa de amamentação das utentes do CS Belmonte é elevada. Para facilitar o processo, muitas mulheres decidem dormir junto dos seus bebés. «É mais fácil conciliarem os despertares nocturnos», explica a médica, autora também do primeiro site português sobre amamentação (www.leitematerno.org). Com os sonhos em sintonia, mãe e bebé entendem-se quase sem dar por isso e a amamentação decorre sem que ambos estejam completamente despertos. «As mães que partilham a cama com os seus bebés têm tendência para dar de mamar durante mais tempo: as crianças mamam mais frequentemente e, assim, estimulam a produção de leite das mães», explica Celina Pires.

Dormir em família em nome da amamentação e do repouso, portanto. «Estudos sobre o sono demonstram que as mães que partilham a cama com os seus bebés têm um sono mais longo e mais reparador», esclarece a médica. Por seu lado, «os bebés que dormem com as mães têm menos episódios de apneia: devido à proximidade, é mais fácil detectar quando alguma coisa não está bem.»

A atitude negativa da sociedade em geral e dos profissionais em particular sobre o cosleeping não tem fundamento científico, explica Celina Pires, acrescentando: «É um desejo legítimo querer dormir com os filhos e, excluindo situações de potencial risco para a morte súbita, não há razão nenhuma para que não se possa fazê-lo.»

O RECEIO DA MORTE SÚBITA

Ainda assim, autoridades científicas como a Academia Americana de Pediatria (AAP) desaconselham a partilha da cama entre pais e filhos. A posição tem mesmo endurecido ao longo dos últimos anos, sobretudo desde que, em 1999 a Comissão de Protecção dos Consumidores nos EUA emitiu um comunicado a alertar para o risco de sufocação dos bebés quando estes dormem com os pais. A Comissão justificava a medida com os resultados de estudos que haviam estabelecido um risco maior de morte súbita quando os bebés dormem com os pais na mesma cama. Celina Pires questiona esta relação: «Esse risco é importante quando algum dos adultos que dorme com o bebé é fumador. No entanto, quando nenhum dos pais fuma e o bebé tem mais de oito semanas, o risco é insignificante.»

Que dizer, então, dos estudos nos quais a AAP se baseia para desaconselhar o cosleeping? «Nem todos os estudos avaliaram o consumo de álcool ou drogas por parte dos adultos, assim como não fizeram a distinção entre dormir em ambientes seguros ou inseguros, como os sofás, que já está demonstrado serem um factor de risco para a morte súbita», explica Celina Pires. Além disso, as investigações que existem «demonstram a associação entre duas variáveis [dormir com os pais e morte súbita do bebé], mas não podem definir um nexo de causalidade.»

Isto mesmo defende um dos investigadores norte-americanos com mais créditos na área do cosleeping, James McKenna, professor na Universidade de Notre Dame e director do Laboratório Comportamental do Sono Mãe-Bebé da mesma instituição. Dormir na cama dos pais não pode ser considerado, por si só, um risco, diz McKenna. É preciso ter em conta os contextos individuais. O investigador critica o discurso negativo instituído sobre o cosleeping: «Dormir em família pode ser uma decisão responsável, reflexo da forma como os pais querem alimentar os seus bebés e maximizar o seu bem-estar», escreveu numa revisão científica recente sobre o assunto.

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© sara.atkins

«NÃO QUERO SALTAR ETAPAS»

Margarida Marques também dorme perto da filha desde o primeiro dia. Ainda a colocou no berço quando chegou da maternidade, mas, por alguma razão que não sabe explicar muito bem, intuição talvez, aquela imagem não lhe pareceu correcta. Levou-a, então, para a cama grande e aninhou-a junto de si e do marido. Dormiram assim durante os primeiros seis meses de vida da Inês. Depois decidiram pô-la numa cama de grades encostada à cama de casal. Puxaram um dos lados para baixo e engendraram uma cama grande, com espaço para todos dormirem à vontade.

Nunca consideraram que esta opção prejudicasse a relação entre ambos. É um facto que, em termos práticos, obriga a um esforço de imaginação, reconhece Margarida. Mas, «em termos afectivos, nunca nos sentimos separados pela nossa filha, antes pelo contrário».

Inês está prestes a fazer três anos e ainda dorme ao lado dos pais, mamando quando lhe apetece. «Faz sentido para nós e para ela», resume Margarida. Até quando vão dormir em família não sabe – Margarida suspeita que a transição esteja para breve: Inês já declarou que «qualquer dia» se muda, definitivamente, para o seu quarto, onde já dorme as sestas -, sabe apenas que não quer saltar etapas. «Sinto que, desta forma, estou a respeitar o ritmo e o crescimento dela.»

Estar próxima, pele com pele, dar mama, calor, colo e afecto, de dia e de noite, é o que Margarida quer para a sua relação com a filha. Receio de atrasar a independência? «Para mim, é exactamente ao contrário: as crianças tornam-se autónomas tendo uma base de confiança, que se constrói respondendo às necessidades delas.» Inês não tem dificuldades ao nível da autonomia. Prova disso é a forma como decorreu a primeira sesta na escola. Inês, simplesmente, deitou-se na cama e dormiu. Sem mama, sem mãe, sem drama. «Para ela, a hora de ir dormir é um prazer.»

Educar uma criança para a independência é dar-lhe tempo para crescer, defende Margarida. Respeitá-la, dar-lhe segurança. Porque a autonomia não precisa de ser uma vitória das forças externas à criança. Também pode vir de dentro. A seu tempo.

Fraldas ecológicas e veganas

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Segue um texto do Centro Vegetariano sobre o uso de fraldas descartáveis.

Em relação às fraldas de pano poderem não serem práticas nas férias, infantários, longos períodos fora de casa, etc., não estou de acordo, as fraldas de pano são cada vez mais “user friendly” a Margarida usa as fraldas de pano em todo o lado, inclusivé no infantário :)

E para além da compra online sugerida, podem sempre conhecer as fraldas ao vivo no Akasha Kids!

Mais informações aqui.

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© KUSHIES / Bebés da Terra

Só nos EUA deitam-se para o lixo 18 biliões de fraldas descartáveis por ano. Uma vez usadas, cerca de 90 a 95% delas entram no ciclo de lixo caseiro e vão parar a aterros, criando de imediato um problema de saúde pública. Detritos contendo vírus de fezes humanas (incluindo vacinas vivas usadas na imunização de rotina em crianças) podem infiltrar-se na terra e poluir as reservas de água no subsolo. Além deste potencial de contaminação subterrânea, vírus transportados por moscas e outros insectos contribuem para uma situação nada saudável.
Apesar das embalagens de fraldas descartáveis recomendarem que se deitem os detritos fecais para a sanita, tal procedimento não é prático e é, de facto, desencorajado pelo design da fralda. Por esta e outras razões é duvidoso que mais do que 10% dos pais sacudam os detritos das fraldas descartáveis.

O desperdício de materiais é outra consequência do uso de fraldas descartáveis. Desde que uma fralda descartável é colocada num bebé, tem uma duração útil de poucas horas. E como não há nenhum modo de as reutilizar, só nos Estados Unidos, provoca o desperdício de 100 000 toneladas de plástico e 800 000 toneladas de polpa de árvores.
Só os 18 biliões de fraldas descartáveis vendidas por ano nos E.U.A traduzem-se em mais de 4 275 000 toneladas de fraldas descartáveis atiradas para os aterros, por ano.

De que são feitas as fraldas descartáveis?

As fraldas descartáveis têm uma camada exterior de polietileno à prova de água, uma camada interna de pasta de papel, um poliacrilato sintético (o cristal super-absorvente mencionado no “Health Issues”) e uma zona repelente de água. A maior parte das fraldas tem ainda fragrâncias e perfumes.
O material utilizado para fazer o polietileno das fraldas descartáveis é o petróleo, um recurso não renovável. É necessário um copo de crude para fazer o plástico de uma fralda descartável. Durante um ano, um bebé que use apenas fraldas descartáveis, consome cerca de 130 Kg de plástico (incluindo o pacote das fraldas).
A camada interna da fralda é composta por pasta de papel e poliacrilato de sódio. São necessários 200-400 kg de pasta de papel para sustentar um bebé, em termos de fraldas, durante 1 ano. A pasta de papel é também, de forma indirecta, um contaminante, pois tem de ser branqueada para ficar com o aspecto branco que vemos nas fraldas descartáveis. O branqueamento produz produtos químicos tóxicos como as dioxinas.
A produção de uma fralda descartável tem também um preço ambiental muito elevado em termos de água e energia. São necessárias quantidades maciças de água para transformar a polpa da madeira em papel para descartáveis. O Landbank Consultancy, agenciado pela Women`s Environmental Network em Londres, reprocessou os estudos de 1991 da Procter & Gamble que falsamente proclamavam que o impacto das fraldas descartáveis não era pior do que o das fraldas de pano. Eles concluiram que as fraldas descartáveis gastam 2,3 vezes mais água, consomem 3,5 vezes mais energia, utilizam 8,3 vezes mais materiais não renováveis, usam 90 vezes mais materiais renováveis e 4 a 30 vezes mais terreno para os cultivar. O Landbank Consultancy teve até em consideração que quando se utilizavam fraldas de pano, há mudanças de fralda mais frequentes – eles assinalavam um ratio de 1/1,72 para assinalar a diferença.

Alternativas às fraldas descartáveis

Apesar de tudo o que foi apresentado anteriormente existem alternativas: as fraldas de pano. Claro que o seu uso exige uma mudança no estilo de vida e no modo de lidar com a higiene das crianças.
Como podemos deduzir optar por fraldas de pano, é melhor escolha para o meio-ambiente (são apenas necessários menos de 10 kg de algodão para dois anos de fraldas). Para reduzir ainda mais o impacto ambiental, devem preferir-se fraldas de algodão biológico, e para um melhor conforto escolher as de 100% algodão (algumas levam fibras sintéticas), de cânhamo ou de bambu.
Além da vantagem ecológica, o uso das fraldas de algodão é uma solução vegana, uma vez que a maioria das fraldas descartáveis são de marcas que testam em animais ou que usam ingredientes de origem animal. A escolha das fraldas de pano permite também uma poupança económica (em média, cada bebé gasta por mês 124 fraldas descartáveis) e traz benefícios para a saúde do bebé, causando menos irritações na pele. A suavidade e o conforto que proporciona o algodão está bem longe do das fraldas de plástico.
As fraldas de pano que actualmente se comercializam, ao contrário do que muitos poderão imaginar, estão já bem longe da imagens das velhinhas fraldas usadas há décadas pelos nossos pais e avós. São fraldas atraentes, que podem apresentar estampagens bem agradáveis, e que na sua maioria até apresentam o mesmo formato das descartáveis (nem necessitam de alfinete, pois têm sistemas de fecho ajustável). Além das simples fraldas de pano, existem também muitos outros produtos na mesma linha que permitem facilitar a vida, sendo igualmente ecológicos e confortáveis. Entre esses produtos encontram-se capas protectoras para as fraldas ou linguetas absorventes.
E mesmo para ocasiões em que as fraldas de pano podem não se revelar práticas (férias, infantários, longos períodos fora de casa, etc.) existe uma solução às tradicionais fraldas descartáveis: fraldas descartáveis ecológicas. Estas fraldas são biodegradáveis e não usam branqueadores ou perfumes. A sua produção obedece a critérios que limitam a quantidade de matérias-primas renováveis utilizadas e de desperdícios resultantes do seu fabrico.
E se até há pouco, os pais que desejavam fraldas ecológicas e veganas tinham de as comprar em lojas internacionais, devido há pouquíssima oferta em Portugal, actualmente tudo pode ser facilmente encontrado http://www.ecobebes.com ou em http://www.naturkinda.com/loja

Referências:
http://www.ecobebes.com
http://www.crianzanatural.com/art/ixg9.html
http://www.cutofcloth.com/article_diaperdrama4.asp
http://www.dy-dee.com/html/Disposable_Myth/disposable_myth.html
http://www.dy-dee.com/html/environment.html
http://www.diaperdecisions.com/pages/whycloth.php
http://www.thenappylady.co.uk/Information/Default.asp
http://www.realnappycampaign.com/index.html

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Educação Intuitiva

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Segue a apresentação da Naturkinda acerca do “Encontro sobre a Educação Intuitiva” que se vai realizar no dia 25 de Julho às 11h, na Feira do Príncipe Real. Apareçam!

“A criança, sendo um ser humano com todas as suas dimensões (física, emocional e espiritual), deve ser ouvida e respeitada. A responsabilidade do adulto e da família deverá ser a de proporcionar um enquadramento e orientação, para que a criança possa crescer com todo o seu potencial.
Ao falarmos de Educação Intuitiva não estamos a falar de nenhuma teoria nova, mas sim de uma atitude ou forma de estar perante a educação, a qual dá mais importância ao que diz a intuição e que pretende responder às necessidades emocionais das crianças.
Logo, não existem receitas a aplicar. Cada caso é um caso, cada criança é única e por isso a relação que estabelece com os seus pais também é única.
Ao seguir a intuição, parte-se do conhecimento profundo dos filhos e, como tal, é possível retirar o melhor de cada um.
Esta forma de relacionamento baseia-se no respeito mútuo entre pais e filhos e contribui para o estabelecimento de laços muito fortes e saudáveis entre estes e para a existência de uma grande intimidade e cumplicidade.
É esta sem dúvida a base para relações harmoniosas, para crianças seguras e pais confiantes.
Como sabemos que a forma como se estabelecem as relações entre pais e filhos desde bebés é determinante para o tipo de adultos que eles vão ser, acreditamos que esta forma de estar contribui para que venham a ser adultos melhores, que sabem respeitar-se a si próprios e aos outros e que se preocupam com os outros. É por isso a esperança de um mundo melhor.”

Orgasmic Birth

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Tive conhecimento deste filme através da minha querida doula Carla Silveira. Fico feliz por saber que é possível ter prazer em receber os nossos seres. Fico a aguardar as próximas sessões deste filme organizadas pela HUMPAR.

“O filme apresenta partos naturais em que o poder é restituído à mulher, e em que as únicas drogas presentes são as hormonas naturais. “Parto Orgástico é um tesouro. Permite-me plantar sementes do parto humanizado na mente das participantes das minhas aulas de preparação para o parto. O filme ajuda-as a encontrar o poder de optar pelo parto normal e não intervencionado. Traz-me a esperança de familias ligadas e cheias de amor para as próximas gerações. Eu agradeço  a todos os pais que aceitaram com tanta generosidade deixar filmar os seus partos, e a ideia de trazer a noção de parto orgástico na nossa cultura. Eu estou muita animada acerca das mudanças que este filme provocará na vida das pessoas, nos seus partos, e na sociedade em geral” (Barbara, educadora perinatal, USA).